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A minha quinta aventura da agora semi-campanha 2025 tinha sido planejada para ser uma intervenção militar numa prisão secreta localizada no norte do escudo canadense, em alguma ilhota perdida, porém um jogador pediu um jogo diferente e eu optei por uma trama mais livre e ao mesmo tempo cyberpunk: Caçadores de recompensas em Tóquio. Este era o conceito primeiro.

Conceito final de Tóquio

Conceito final de Tóquio com trilhos magnéticos e arranha-céus

Na última sessão, os PJ’s explodiram o restaurante onde os chefes da Yakuza freqüentavam com um caminhão bomba. O alvo era um assassino que quase conseguiu escapar pelos fundos, se não fosse um mecha dos PJ’s despedaçando ele com tiros calibre .50 de sua arma. Eles conseguiram desfigurar bastante o aspecto original do jogo, mas como mestre eu tive que aceitar isso como uma conseqüência natural e tratar de assimilar.

Estudo da paisagem urbana

Estudo da paisagem urbana: Céu poluído e chuva ácida

Na minha cabeça já germinara a vontade de ambientar uma cidade que sofrera um golpe militar ou qualquer evento que justificasse a lei marcial, então simulei o que poderia ocorrer nas 48 horas que sucederam o quarto jogo:

  1. Após a circulação da notícia de terrorismo e sob pressão da própria máfia, o governo caçaria freneticamente os masterminds do atentado, como forma de apaziguar a fúria da Yakuza;
  2. A Yakuza se divide e decide demover o poder do principal clã que está por trás do poder do primeiro ministro;
  3. Sem poder, o clã cái em desgraça e exaure as forças políticas do primeiro ministro, fragilizando mais ainda a difícil situação;
  4. Aproveitando-se do clima instável, um clã rival aproveita a oportunidade e orquestra um golpe de estado com os militares, se valendo do ataque terrorista como pretexto para remover o primeiro ministro e substituí-lo por um fantoche. Membros do primeiro clã são caçados e apresentados como membros de uma organização terrorista anárquica doméstica, um óbvio engodo.

Após este breve exercício mental, agora eu tinha que planejar a aventura em si voltando ao primeiro conceito: Caçadores de recompensas em Tóquio. O primeiro alvo que imaginei foi o chefe do clã que caiu em desgraça. Perfeito, agora eu precisava apimentar o jogo.

Toda a beleza artificial dos ricos...

Toda a beleza artificial das áreas nobres dos ricos...

De simples aventureiros, escolhi dois personagens e dei uma vida diferente. Eles seriam agora integrantes do grupo rebelde paramilitar com aspirações anárquicas supracitado, como um Clube da Luta. Com o golpe militar, muitos foram executados ou aprisionados e agora os poucos que restaram escolheram dar uma última cartada: Roubar os dados secretos que comprovariam a ligação da Yakuza com políticos, não só o ex-primeiro ministro mas como o atual também, para exibí-los em cadeia nacional. Os dados estariam em um disco, escondido pelo alvo da missão e seria necessário vencer o “cofre guardião” que é um cofre-robô em formato de samurai que apenas permite os membros da família de se aproximarem.

Contrastando com a pobreza das áreas marginalizadas

...contrastando com a pobreza das áreas marginalizadas

Ao desenvolver mais a história do rebeldes, decidi que um deles, que é o chefe maior da organização, outrora partilhava o poder com outro japonês, que tinha sido executado pelos militares. Acontece que na verdade ela fora capturado e torturado, então, seduzido pelo dinheiro, aliou-se aos antigos inimigos e arquitetou uma infiltração: Iria inserir agentes no grupo para roubar o disco com dados, não para alcançar os objetivos anárquicos, mas para que as forças armadas apenas pudessem aumentar seu poder diante de chantagens.
Para infiltrar o agente, o nosso agora vilão planejou utilizar um renomado colecionador de artes. Ávido por uma katana histórica, portada pelo alvo, o colecionador concordou em fornecer recursos para a empreitada desde que também recebesse a obra de arte e fosse escolhido como artista oficial do novo regime, para ascender socialmente. Ele cederia então um carro com acesso a trilhos magnéticos com uma bomba e localizador implantados, e exigiria que os rebeldes levassem dois homens, apontado por ele, para que o objetivo pessoal fosse cumprido.

Detalhe do trilho magnético

Detalhe do trilho magnético que corta Tóquio

Sobre os dois agentes há mais um detalhe: Ambos seriam na verdade soldados, mas apenas um saberia que o outro também o é.  Este seria mantido na ignorância, achando ser a única célula infiltrada, e seria vigiado silenciosamente pelo seu par.

Temos dois rebeldes e dois militares em busca do mesmo objetivo. Misturei mais ainda: O tal “agente cego”, assim chamando o infiltrado que não sabe da existência do outro, é na verdade um espião do alvo. Uma espécie de ninja, ele é mantido secretamente separado do resto do clã, se responsabilizando pelo trabalho sujo e desonesto. Como último suspiro de força políticas, o chefe do clã conseguiu infiltrar o neo-ninja, disfarçando-o de militar e incumbindo-o com a tarefa de sabotar a missão antes que eles cheguem ao refúgio de seu senhor. Já decidi que durante a sessão, sua identidade vazará para o outro infiltrado afim de perceber como será a reação dos jogadores.

O possível final?

Traição entre o grupo?

Um ninja, dois rebeldes e um militar, todos contra todos. Resta saber qual será o resultado disso tudo!

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