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Esta segunda aventura foi mais curta e menos elaborada que a primeira, mas se faz necessária para explicar a presença de um dos “mutantes” na possível quinta aventura do grupo. De todas as quatro, esta foi a que mais teve cara de interlúdio, uma vez que os jogadores me apressaram para jogar novamente.

Após o incidente no centro de pesquida da Nova Eugenics, na Etiópia, o vice-presidente dos Estados Unidos, Paul Kennedy, assume o cargo de presidente. Em seu governo, os EUA invadem uma Etiópia devastada pela guerra civil sob o pretexto de pacificar a região e implantar uma democracia, a fim de servir de modelo para o resto da África. Dentro deste contexto, a Eagle’s Talon foi chamada para capturar as perigosas criaturas duas semanas após a destruição do laboratório da Nova Eugenics. Com o auxílio do exército regular americano, o grupo recebeu novamente equipamentos essenciais e partiu, em um próprio comboio, até a fábrica abandonada que serve refúgio para as criaturas. A missão envolvia em capturar um exemplar vivo e depois neutralizar todos os outros. Foi acertado que um pelotão de marines iria se encontrar com o esquadrão da Eagle’s Talon assim que a situação fosse controlada e aí terminaria a missão.

A manhã nasce nos céus de Mizan Teferi, uma das doze cidades da Etiópia com energia elétrica 24 horas por dia. Tiros de fuzil se tornam menos comuns enquanto a população começa a acordar e uma parte dos soldados patrulhando as ruas volta para os quartéis. Com o sol mais alto, mais um dia rotineiro se inicia nas ruas barrentas repletas de galinhas, porcos e africanos mutilados.

Mizan Teferi

O comboio do grupo era formado por um caminhão, equipado com jaulas, alguns holofotes halógenos, sensores de movimento e minas terrestres pessoais; além de um humvee, que carregava uma metralhadora M2HB automatizada. Esse era o equipamento básico para caçar os monstros. O grupo era formado por três soldados da ET, incluíndo aí um sniper e um médico da aventura anterior, utilizando as mesmas exo-armaduras avançadas de antes.

Depois de terem atravessado uma guarnecida ponte de concreto que cruza o rio que separa Mizan Teferi das savanas mais ao sul, o grupo avistou quatro peças mecânicas negras com seis metros de altura, além de seis carros leves e um APC. Os artefatos negros pareciam grandes revólveres verticais com tambores triangulares, sendo que a cada cinco minutos e sem sincronia, todos disparavam uma munição especial de grosso calibre que formava um raio de fogo brilhante e ia desaparecendo aos poucos no horizonte. Uma grande exo-armadura de carga, com as cores de camuflagem do exército americana, descarregava caixas com o alimento para as armas, enquanto  soldados as abriam e já iam preparar novamente a artilharia para uma nova leva de tiros. Na traseira de um dos carros havia um enorme aparato em forma de concha espelhada, ligado a vários capacitores e baterias. Para defender o ponto de artilharia, três metralhadoras pesadas estavam vigiando o perímetro, sendo protegidas por placas de proteção feitas de um estranho material líquido e também espelhado.

Prosseguindo no caminho, através do mapa digitalizado feito pelo satélite dos EUA, os PJ’s encontraram a rota mais curta para a siderúrgica abandonada onde as criaturas estavam escondidas. Eles não sabiam até então, mas os monstros se alimentavam do ferro e ferrugem, uma vez que seu metabolismo requeria grandes quantidades para a sobrevivência. Dirigindo pelas savanas com areia uma vermelha esvoaçando na forma de um redemoinho, a paisagem começou a ter mais rochas e menos plantas. Uma traiçoeira curva fechada surgiu  e logo oito rebeldes atacaram. Miraram primeiro no veículo leve com suas RPGs, danificando-o seriamente. Tiros de AK-47 vieram de todos os lados no começo, mas a firefight acabou logo que um dos PJ’s saiu com sua armadura e aguentou vários tiros em pé, amedrontando os insurgentes. Depois de algumas horas de reparo no carro, o grupo continuou até a siderúrgica.

A siderúrgica abandonada, toca das criaturas

Do lado de fora, os ossos de aço amarronzado da construção estavam cercados por um terreno morto, vítima da exploração das minas de ferro no entorno. Os automóveis estacionaram em uma área coberta (essa da foto) e os PJ’s começaram a descarregar holofotes, minas e sensores. Com o mapa da fábrica em mãos, o grupo avançou até o galpão central e iniciou o confronto com as criaturas que saíam das sombras. Após capturarem uma delas e vendo que iriam ser vencidos pelas que ainda restavam dentro da siderúrgica, decidiram recuar e pedir o apoio do exército americano, que logo começou a bombardear a estrutura toda com artilharia pesada.

Assim que saíram da estrutura, porém, os PJ’s foram surpreendidos quando um dos helicópteros AH-64 dos americanos começou a disparar contra eles. Logo se viram cercados por blindados leves e vários soldados que tentavam matá-los, a situação parecia não ter jeito até que o apache explodira e caíra sobre um dos blindados.  Durante um feroz combate, os PJ’s perceberam que os soldados da aventura anterior, os mercenários alemães bem-equipados, lutavam contra os americanos. Pegos de surpresa, um dos PJ’s tratou de fugir enquanto o monstro também escapava.

Francis Drake

Com os americanos vencidos, Francis Drake apareceu. Suposto líder do ELP Sudanesa, ele liderara a tomada do centro de pesquisas da Nova Eugenics com apoio de um grupo do governo dos EUA e agora estava sendo caçado como queima-de-arquivo, do mesmo jeito que o grupo dos PJ’s seria se não fizesse nada para impedir isso. Ele explicou que agiu como qualquer mercenário agiria e que sabia que o responsável pelas operações de campo da ET, o major John Sanders, estava sendo torturado e mantido como prisioneiro das imediações de Mizan Teferi pelo coronel americano Mike Olson, que chefiara toda a operação suja e que é o braço direito do ex-presidente. Drake ofereceu ajuda para resgatar Sanders desde que o coronel Olson fosse morto, livrando assim tanto o próprio Drake como o grupo inteiro dessa queima-de-arquivo. O grupo aceitou o pacto sem demoras.

O jogo continuou rapidamente e os personagens destruíram o bunker do coronel. Eu fui conscientemente omisso das implicações deste ato, como eludir-se da força militar e tudo mais. No final das contas, o major John Sanders e Drake assumiu seu posto após terem tido uma conversa particular. Francamente, eu já estava sem saco para mestrar, pois era tarde e eu estava cansado, sem falar que não tive tempo suficiente para ter uma boa história. Essa foi a segunda aventura, mas como eu avisei antes, as que virão agora são mais elaboradas.

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