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Aqui estão os motivos da minha preferência por cenários de baixa fantasia (e baixa magia) à cenários de alta fantasia. Estes motivos estão incorporados na minha atual mini-campanha, e já estiveram também em minha campanha viking. Encorajo que algum leitor faça uma contra-post, incluindo nele os motivos que o levam a preferir um cenário de alta fantasia, para que depois eu publique ou o comentário, como matéria, ou então o link do post, se for em outro blog.

Não há um mago em cada esquina. A magia, quando conhecida, é guardada como um segredo, longe das mãos de incautos que poderiam se atrever a destruir o segredo. Dependendo do caso, nem mesmo as ordens arcanas se formam, já que há um clima de paranóia – possivelmente motivada pela perseguição da religião predominante, que não quer concorrentes desfiliados!

Não há um lixão de itens mágicos. Não existem milhares de espadas +1, muito menos um caldeirão de poção de cura em cada cidade. Não se compra uma manopla de força, nem se vende um par de botas de caminhar e saltar. Isso faz com que os aventureiros tenham realmente apreço ao pouco que possuem. Itens mágicos, quando aparecem, são discretos o suficiente para passarem despercebidos pela maioria das pessoas, incluindo os próprios aventureiros!

Os personagens são mais esféricos e o mundo é menos maniqueísta. O rei de um reino, apesar de caridoso e justo hoje, pode ter na verdade feito um pacto traiçoeiro para ascender ao trono em troca de algo bem sombrio. É verdade que isso pode ser aplicado a um mundo de alta fantasia sem problemas, mas na baixa é bem mais comum e mundano, por vezes tão trivial que se torna o padrão.

Os deuses, apesar de serem peças-chave nas crenças, são engolidos pela religião, e não o contrário. Não há milagres, não há intervenções. Não no sentido de ter uma força divina como causa. Ser um clérigo é um cargo principalmente político e não confere nenhum poder especial.

Os perigos não são descarados, como quase sempre ocorre na maioria dos cenários de alta fantasia. O temível dragão que habita uma montanha fica muito mais próximo de uma lenda do que da realidade, já que ele nunca foi sequer visto. Os “filhos de lúcifer” que moram nos pântanos, cercados de habilidades mágicas, como, por exemplo, serem invisíveis durante o dia, na verdade não passam de humanos deformados que foram expulsos de suas terras originais e agora são caçados.

A brutalidade do mundo é percebida através do abismo que separa os ricos dos pobres. Destratos sociais são justificados pelas religiões, governantes aceitam a violência como forma de repressão.

O desconhecido tem um papel muito importante. As informações sobre o sobrenatural são escassas e bem guardadas. Enquanto a natureza do perigo é desconhecida, ele deve ser temido, embora ainda deva ser confrontado. Na alta fantasia, apesar de haver o elemento do segredo, sim, ele não é tão presente.

One Comment

  1. Vou fazer um contra-post no meu blog.. hehehe


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