Skip navigation

Recentemente, durante uma aventura-solo de um dos PJ’s da minha mini-campanha Europa Ravenloft, dei meus malabarismos de mestre e o introduzi numa justa. O que é isso? Você vai saber agora.

Consistindo normalmente numa série de três encontros entre cavaleiros armados, freqüentemente com lanças, machados, espadas ou facas, a justa fazia parte de um torneio, não sendo necessariamente o único evento dele.

Ela era vista como uma excelente oportunidade para fazer fortuna através da premiação, mas também tinha os seus riscos, por vezes mortais.

A prática deste esporte se iniciou no século XI, quando cavaleiros não usavam mais que uma cota-de-malha e um greathelm, mas se popularizou mesmo depois do século XII, especialmente na França, Inglaterra e atual Alemanha, e perdurou até o início do século XVII. No final deste período era comum ver cavaleiros protegidos inteiramente por armaduras de placas de aço, da cabeças aos pés, e com elmos especializados.

“Ela era vista como uma excelente oportunidade para fazer fortuna através da premiação, mas também tinha os seus riscos, por vezes mortais.”

Haviam regras especiais, claro. Era proibido machucar cavalos, já que eram animais valiosos. Durante o confronto com lanças, ganhava ponto aquele que derrubasse o oponente da sela. Atacá-lo diretamente, sem mirar na região mais protegida da armadura, que ficava destacada, era motivo para desqualificação.

Elmo de justaDiferentemente dos campos de batalha, na justa os competidores tinham a prática oportunidade de utilizar suas armaduras mais pesadas e ornamentadas, já que eram confrontos curtos e não-letais. De fato, algumas proteções eram exclusivas destes eventos, como o elmo que protegia os olhos do cavaleiro contra as farpas da lança de madeira, representado na figura à esquerda. Apesar de não ser intencionalmente letal, já que uma das regras era a parada do evento quando o risco de morte era grande, e das proteções mais pesadas, ainda assim era um esporte perigoso. Popular e perigoso. Henrique II (séc. XVI), rei da França, morrerra vítima dos fragmentos de uma lança que penetrara o visor do seu elmo e perfurara seu olho direito, deixando-o cego até a breve morte em decorrência do ferimento.


Através deste vídeo dá para ter uma noção das outras “atividades” de um torneio. Reparem que os cavaleiros miram em uma porção específica da armadura durante o duelo com lanças.

Fica um pouco complicado inserir uma justa num mundo de alta fantasia, já que a mágica acaba interferindo na hora dos enfrentamentos. Justas aéreas com grifos? Nem pensar! Alguns modos de encaixar um torneio assim em um dos cenários de D&D poderia ser, por exemplo, requerir que os cavaleiros utilizem equipamentos mundanos. Aqui vão algumas sugestões para para os jogos:

  • Oferecer a sempre clássica mão da princesa em casamento.
  • Disputa por um cargo menor, como capitão da guarda de uma cidade.
  • O simples e direto dinheiro.

Como há uma premiação para o vencedor e como ouro não brota em árvores, o mestre pode sempre considerar a cobrança de uma taxa de inscrição para qualquer cavaleiro. A idéia de restringir o torneio apenas para nobres também dá um tom mais duro.

Anúncios

One Comment

  1. Cara, gostei muito dessa breve sobre justa. Eu sou Mestre em D&D e já inceri várias vezes a justa em minhas narrações. Eu restringia o embate apenas a nobres (mas deixava brechas que algum guerreiro com um ladino espertalhão falsificassem os titulos nobiliarquicos hehe)


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: