
por Havoc
Terminei há alguns dias de ler Count Zero e posso dizer que valeu a pena, pois fiquei com aquele gosto de melancolia que surge quando algo bom acaba. Não só isso, como também estou agora com vontade de reler Neuromancer e Mona Lisa Overdrive para assentar toda a história, que para mim ficou fora de seqüência, já que li Mona Lisa antes de Count.

A nova edição
IAs, corporações, a Rede (que foi traduzida horrivelmente para Matrix nesta nova edição), decks, cúpulas geodésicas e o Sprawl. Todas essas coisas me fazem ter esperanças de que Gibson escreva, algum dia, novamente como escreveu a trilogia, apesar de que, por outro lado, isso implicaria em um anacronismo artificial, já que celulares e outras tecnologias atuais deveriam continuar a não serem vistas nos livros. Os três livros são uma leitura recomendadíssima para quem quer conhecer realmente o cyberpunk, apesar de não serem as únicas opções, como pode-se perceber através do Cyberpunk Review. É uma estética presente em livros, mas também tem uma forte influência em filmes, ilustrações e até mesmo música.
Embalado, decidi fazer a ficha de Turner para d20 modern. Ele é um dos maiores personagens do livro – não chego a dizer protagonista – e encarna o mercenário solitário consumido pelo seu trabalho sujo ao se distanciar de Rudy, seu brilhante irmão que agora é um drogado e alcoólatra, e da mãe, que acaba morrendo sem tê-lo ao seu lado.

Turner

Turner
Turner (32 pontos)
Tough 4, Soldier 8
STR: 15
DEX: 14
CON: 15
INT: 14
WIS: 10
CHA: 10
Talents: Remain Conscious, Damage Reduction 1
HP: 90
Damage Threshold: 18
Speed: 25 feet
AC: 24 (+5 light duty vest, +2 dex, +7 dodge)
Touch 19, Flat-fotted 18
Initiative: +4 (+2 improved reaction, +2 dex)
Fortitude: +8 (+6 base, +2 con)
Reflex: +7 (+5 base, +2 dex)
Will:+3 (+3 base)
Attack (handheld): +11/+6 (+9 base, +2 str)
Grapple: same as above
Attack (S&W): +11/+6 (+9 base, +2 dex, +1 weapon focus, +1 masterwork)
Attack (ranged): +11/+6 (+9 base, +2 dex)
Reputation: +5 (+2 base, +3 renown)
Military (starting occupation): Demolitions & Knowledge (tactics)
Feats: Armor Proficiency (light), Armor Proficiency (medium) Athletic, Point Blank Shot, Precise Shot, Double Tap, Quick Draw, Simple Weapon Proficiency, Renown, Personal Firearms Proficiency, Advanced Firearms Proficiency, Surface Vehicle Operation (Tracked vehicles)
Skills
Climb: +6*
Concentration: +9
Demolitions: +8
Drive: +8*
Intimidate: +10
Jump: +4*
Knowledge (Current Events): +7
Knowledge (Streetwise): +7
Knowledge (Tactics): +13
Listen: +15
Spot: +15
* – Penalidade por armadura (-5)
Light duty vest [medium; +5 AC; max dex +3; check penalty -4; 8 lb.]
Smith & Wesson heavy pistol [2d8, crit 20, range incr 40 ft., 3 lb, ballistic, semi-automatic, 10 bullets]
Quanto mais o tempo passa, felizmente, mais surgem notícias, hoje em dia de várias coisas que realmente parecem ter saído de uma ficção científica. A Corner-Short, invento israelense relativamente recente, poderia facilmente ter aparecido na adaptação Minority Report para o cinema.
Em termos para o sistema d20, tanto modern quando future, as características da Corner-Shot poderiam ser estas:
Por conta do meu cenário situado no Sacro-Império Romano e da proposta de baixa-fantasia realista, tive que optar por me basear em um dos modelos de trolls que existem por aí, e que não são poucos. Selvagens em D&D, místicos no folclore, ferozes em Senhor dos Anéis… Eu tinha adiante o desafio de moldar criaturas para viverem num pântano – e aí surgiram as idéias.


Continuando as postagens sobre as exo-armaduras que utilizei na minha mini-campanha futurista, hoje chegou a vez da “armadura padrão” que os PJ’s utilizaram durante os quatro jogos. Neles, a pseudo-explicação é que ela havia sido fornecida pelo misterioso contratante da primeira aventura, embora, na verdade, elas tenham sido praticamente desviadas do projeto Future Soldier, que é patrocinado pelo Departamento de Defesa, por uma facção do governo americano.
Eu precisava inserir na minha aventura um personagem intrigante e que, aparentemente, estivesse deslocado do contexto. Como toda a ação se desenrolou no oeste da Etiópia, que na altura do jogo estava partida ao meio por conta de uma guerra civil, a maioria dos inimigos que os PJ’s encontraram foram soldados africanos mal-treinados e mercenários alemães bem equipados.
Baseada na besta que disparava virotes incandescentes de Half-Life 2, aqui vão as informações da adaptação que fiz. Os virotes, enquanto não-inseridos na arma, aparentam ser normais. Ao tocarem o trilho dela, porém, uma reação química exotérmica começa a ocorrer, liberando uma enorme quantidade de calor durante um curto espaço de tempo. Recarregar esta arma requer uma ação de rodada completa, sem Quick Reload. Senão, ação de ataque. A besta recebe bônus fixo no dano devido a força de tensão em sua corda. Ela é uma arma silenciosa, isto é, para detectá-la operando deve-se ser bem-sucedido num teste de Ouvir/Listen CD 20.
Sim, a ilustração à esquerda é de Matrix Revolutions. Na hora em que formulava o conceito da arma, estava pensando mais naquele equipamento dos caça-fantasmas do que nessa arma de Matrix. Seu funcionamento é similar ao do lança-chamas do livro básico: Linha 1×6, 3d6 de dano, não é necessário rolar ataque e conseqüentemente não há talento específico para poder operar a arma. Criaturas na área de efeito podem fazer um teste de Reflexos CD 15 para receber metade do dano, além de receberem bônus por cobertura. A bateria é suficiente para compotar cinco cargas e pode ser comprada com um teste de Wealth CD 15. Trocar a bateria leva um minuto.
Originalmente idealizado para ser um complemento para uma exo-armadura, que postarei mais adiante, o conceito do mangual eletrificado envolvia juntar uma arma corporal com a tecnologia de ponta, afim de tirar proveito máximo daagora aumentada força do usuário. Como espadas e machados são clichês, escolhi o mangual justamente por ser uma arma incomum. Torná-lo flamejante seria algo desagradável esteticamente, então optei por eletrificá-lo através de células de força.
Anunciada em 2008, esta faca para caçadores de ursos é, à primeira vista, comum. Ela, no entretanto, possui um compartimento com uma cápsula com nitrogênio líquido dentro. No caso de uma emergência maior, o usuário pode liberar a substância e os órgãos da vítima serão congelados. Em termos de regra para d20, isto significa que, como ação livre, uma vez que o alvo tenha sido acertado pelo golpe, o nitrogênio líquido causa 5d6 de dano de frio. Trocar a capsula da carga leva um minuto inteiro.